Ex-técnico da equipe argentina da Davis é presença no Banana Bowl


 

Daniel Luza Crédito: Thiago Parmalat

Daniel Luza
Crédito: Thiago Parmalat

Vários técnicos e jogadores conhecidos podem ser vistos nesta semana nas quadras do Recreio da Juventude, durante a realização do 47º Banana Bowl. O torneio segue até o próximo domingo (12), com ingresso gratuito. Entre as presenças de destaque estão o técnico argentino Gustavo Luza e o tenista equatoriano Alexander Lapentti, sobrinho de Nicolás e Govanni Lapentti. 

Com a experiência de ter sido capitão da equipe argentina de 2002 à 2004, e 37º no ranking mundial de duplas em 1990, com cinco títulos de nível ATP (Associação de Tenistas Profissionais), sendo um deles com o brasileiro Cássio Motta, na Espanha, o ex-profissional e hoje treinador Gustavo Luza pode ser visto diariamente em Caxias do Sul.

Aos 55 anos, e considerado um dos melhores técnicos de seu país, ele acompanha o jovem Luciano Tacchi, promessa do tênis “hermano”, na categoria 16 anos. Seu pupilo, segundo cabeça de chave da competição, já está na terceira rodada. Luza ficou feliz com o desempenho do seu atleta, mas espera que ele chegue mais longe. “Temos que ir bem em todos os torneios Cosat para conseguir vaga na gira europeia. Sei que ele tem potencial para isto”. Luza também elogiou a mudança do Banana Bowl para Caxias do Sul. “As condições são perfeitas, a estrutura é ótima, assim como o hotel, alimentação, transporte, digno de um torneio profissional. Os organizadores estão de parabéns”, disse.

Sobre os brasileiros, ele afirma estar impressionado com a mudança de comportamento dos nossos juvenis. “Hoje em dia estão mais focados, treinando mais sério, todos viajando com treinador. Esta atitude diferente dará resultado a longo prazo”, projeta ele, que hoje é responsável pela academia Pilara Tênis Club, localizada próximo a Buenos Aires, onde trabalha com cerca de 20 atletas de competição. Ele não considera que exista tanta diferença na parte técnica com relação à época que jogava, apenas no aspecto físico. “Está um pouco mais rápido, mas nada demais. Vejo que a Argentina ainda tem a supremacia no continente, mas estão surgindo outras caras novas para esta disputa”. Ele acredita que seu país ainda leve vantagem em relação a outros, pois lá há muitas quadras públicas e o tênis é o segundo esporte em número de praticantes. “Muita gente joga, é um esporte popular. São várias gerações de bons jogadores. Tendo ídolos também e mais fácil crescer. Assim, temos a cultura tenística. Apesar de todos estes diferenciais, Luza destaca que isso não dá a certeza de haver um grande número de jogadores que virem top na ATP. “Isto é um capítulo à parte. A passagem de juvenil para profissional é diferente e complicada”, avalia.

LAPENTTI – Número 8 do ranking de seu país, o equatoriano Alexander Zederbauer Lapentti, 15 anos, também participa do 47º Banana Bowl em Caxias do Sul. Sobrinho de Nicolás e Giovanni Lapentti, ele foi eliminado na chave de simples durante a rodada de terça-feira (7), caindo justamente diante do argentino Luciano Tacchi, treinado por Gustavo Luza. Destaque em algumas competições no Equador, ele agora quer experimentar voos mais altos, participando de competições mais fortes na América do Sul. “Tenho que sentir meu nível, ver como estou”, explica. O parentesco com dois nomes importantes do tênis em seu pais não é motivo para comparações, destaca Alexander. Nicolás Lapentti chegou a ser o sexto melhor do mundo e venceu o próprio Banana Bowl em duplas, com Gustavo Kuerten, seu melhor amigo no circuito, em 1994. Seu outro tio, Giovanni, que deve se aposentar este ano, teve como melhor ranking a posição de número 110.

Para Alexander, jogar tênis foi algo natural, já que ganhou sua primeira raquete com apenas oito meses de vida. “Desde pequeno estou no circuito, meu pai me levava seguidamente para ver meu tio Nicolás jogar. O Giovanni mora nos Estados Unidos, então é complicado, falamos mais por mensagens. Com Nicolas é diferente, nos vemos bastante, principalmente nos finais de semana, quando almoçamos na casa dos meus avós. Até batemos uma bola de vez em quando e ele me dá umas dicas”, brinca. Disputando pela primeira vez o Banana Bowl, o jovem tenista está impressionado com o torneio. “Temos muitas facilidades, quadras boas, comida, transporte, treino, hotel, tudo funciona”, ressalta o equatoriano.

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